Quarta, 06 Novembro 2019 21:41

Perita odontolegista participa de Curso Avançado em Antropologia Forense, em Brasília

Marcela Campelo: "A partir das técnicas aprendidas ao longo do curso, trouxemos a compreensão da necessidade de se criar o Setor de Antropologia Forense no IML de Roraima, que ainda não tem" Marcela Campelo: "A partir das técnicas aprendidas ao longo do curso, trouxemos a compreensão da necessidade de se criar o Setor de Antropologia Forense no IML de Roraima, que ainda não tem" Ascom/PCRR

A perita odontolegista e diretora do IML (Instituto Médico Legal) de Roraima, Marcela Campelo, participou recentemente do 2º Curso Avançado em Antropologia Forense da Polícia Federal, instituído pela Academia Nacional de Polícia, no INC (Instituto Nacional de Criminalística), em Brasília (DF). As aulas, teóricas e práticas, foram ministradas por docentes peritos criminais federais e professores convidados, todos eles com referências nacionais e internacionais em seus campos de atuação.

Após o encerramento do curso, no final de outubro, várias práticas foram adotadas para transmitir e desenvolver conhecimentos e habilidades básicas e avançadas no campo da Antropologia Forense, tendo por base a literatura científica e os métodos reconhecidos internacionalmente. Foram capacitados 17 peritos oficiais estaduais e da Polícia Federal, entre médicos legistas e odontolegistas de 14 Estados brasileiros.

A Polícia Federal é referência nacional em Antropologia Forense e, ao longo da capacitação, foram abordados diversos temas, dentre os quais: osteologia aplicada à Antropologia Forense; extração de perfil biológico de remanescentes ósseos (sexo, ancestralidade, idade e estatura); métodos da Arqueologia Forense para busca, registro e recuperação de esqueletos; verificação de patologias, traumas ante mortem e peri mortem; alterações tafonômicas; análise de isótopos estáveis aplicado à Antropologia Forense; discussão de laudos e definição de protocolos.

A iniciativa da realização do curso parte de um projeto de longo prazo, que consolida a Polícia Federal como um centro de referência nacional em Antropologia Forense e preenche uma lacuna inexistente no Brasil, relacionada à capacitação voltada para a realidade dos serviços periciais dos Estados e da Polícia Federal.

Para Marcela Campelo, a partir das técnicas aprendidas ao longo do curso, trouxe a compreensão da necessidade de se criar o Setor de Antropologia Forense no IML de Roraima, que ainda não tem. Ela explica que a partir dessa capacitação, a Perícia Científica em Roraima ganha mais expertise para o estudo dos corpos, principalmente ossadas, para identificação e estimativas de idade, sexo e ancestralidade.

“A demanda em Roraima aumentou, pois temos recebido muitos corpos em decomposição avançada. Com isso, torna-se necessário estarmos aptos a ter mais resolutividade, vez que para a realização dessas perícias são necessários estudos específicos e são casos complexos. Porém, esses estudos são eficientes e bem menos onerosos para o Estado”, destaca.

Campelo ressalta que a capacitação despertou ainda para o fortalecimento das perícias nos estudos aos corpos, da forma em que chegam ao IML, em caso de desastres, por exemplo. “O curso nos deu uma expertise maior. Estamos trabalhando, junto aos nossos superiores, a implantação no IML do Laboratório de Antropologia Forense e, ainda, uma capacitação para atender aos demais peritos médicos e odontolegistas, de forma que possamos ter mais resolutividade, principalmente em casos mais complexos”, defende.